Tribunal Regional Eleitoral de São PauloCentral de Atendimento ao Eleitor: 3277-1033
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Centro de Memória Eleitoral


Quando Memória Verdadeiramente Rima com Democracia

            A longevidade de uma instituição normalmente é medida pelo acumulado de anos que traz no bojo de sua história, mas pode, por igual, ser submetida a outro sistema de mensuração, qual seja, o da quantidade das ações executadas sob seus auspícios, e isso assume especial relevância em se tratando de uma instituição pública como é a Justiça Eleitoral, muito bem sucedida experiência implementada a partir de 1932 para operacionalizar o sistema democrático brasileiro. Natural, então, que a referida quantificação se dê pelo vislumbre dos pleitos eleitorais realizados, desde o primeiro, para a Assembleia Nacional Constituinte, em 3 de maio de 1933.
            Assim é que, já quase atingindo sua década octogenária e ciente e consciente da perspectiva histórica que lhe cabe como peça motriz do maior colégio eleitoral da Nação, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo vem apresentar, às sociedades paulista e brasileira, em cumprimento ao desiderato de expressar, em números, as ações que se consumaram no território sob sua jurisdição, a "Paulística Eleitoral", labor pioneiro por duas razões: a primeira, por tentar aglutinar, numa única base informacional, os dados de mais de 3.400 (três mil e quatrocentas) candidaturas de eleitos e não eleitos para os pleitos majoritários (presidente da República, governador de Estado e prefeito da Capital, e respectivos vices, além de senador e suplente) e de eleitos para os pleitos proporcionais (deputados federal e estadual, além de vereador da Capital), perfazendo um total de 113 (cento e treze) eleições, até 2008; a segunda razão, por veicular todo esse arcabouço de informações por meio de programa especialmente desenvolvido para o sítio do Tribunal e, por conseguinte, colocado à disposição pela Rede Mundial de computadores (Internet), incluindo não só as compilações completas de cada rol de eleitos como também a utilização de um "buscador", dispositivo que propiciará pesquisas fragmentadas consoante o interesse do consulente.
            Diga-se, a bem da verdade factual, que a iniciativa ora tomada é um esforço para pôr-se termo a crônica dispersão de dados sobre a história político-eleitoral contemporânea do Estado de São Paulo e, por conseguinte, oferecer às comunidades estudantil, acadêmica e jornalística, como também ao público em geral, uma correta ferramenta de pesquisa, que até hoje inexiste nos sítios dos Parlamentos paulistano e paulista e das duas Casas componentes do Congresso Nacional.
            Eis aí oferecido à cidadania da gente bandeirante, pelo seu Tribunal Regional Eleitoral, o conhecimento geral de quase 80 anos de eleições, apenas interrompidos no período estado-novista (1937-1945).
            Eis aí a "Paulística Eleitoral", elaborada por uma Corte que nasceu em 25 de maio de 1932 no Palácio da Justiça ainda sob os ecos dos estampidos da Rua Barão de Itapetininga, que dois dias antes abreviaram as vidas de Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo e depois Alvarenga, fazendo eclodir a Epopeia Constitucionalista de 9 de julho daquele ano; de uma Corte que, refundada em 6 de junho de 1945, teve menos de 6 meses para reorganizar-se, realistar aquele que já era então o maior eleitorado do país e realizar um pleito que, se fracassasse, serviria de pretexto para manter, por mais algum tempo ao menos, as forças antidemocráticas no poder; por uma Corte que, a despeito das limitações impostas à sociedade brasileira entre 1964 e 1985, jamais abriu mão da isenção e da isonomia dos processos eleitorais que estiveram sob sua presidência.
            Talvez, por tudo isso, seja a "Paulística Eleitoral", num sentido figurado, a formalização da prestação de contas do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por serviços em prol de sua gente.


Centro de Memória Eleitoral - CEMEL


            O Centro de Memória Eleitoral do TRE-SP presta especial agradecimento às pessoas abaixo relacionadas que colaboraram na construção da "Paulística Eleitoral":
            - Da Câmara Municipal de São Paulo (Arquivo Geral),
            Ubirajara de Farias Prestes Filho;
            Viviane Ferreira Pó.
            - Da Faculdade de Direito da Universidade de São Pauo (Biblioteca Central),
            Jair Balduíno Ferreira;
            Luciana Maria Napoleone;
            Rosangela Aparecida Ventura Pupo.

Atas da Justiça Eleitoral: Testemunho Fidedigno da Verdade das Urnas

            A metodologia adotada para a elaboração da "Paulística Eleitoral" alicerça-se nas fontes primárias informacionais que documentam a atividade-fim precípua da Justiça Eleitoral, qual seja, a apuração dos pleitos eleitorais.
            Assim, adotando-se, até onde foi possível, um critério de estabilidade histórico-jurídica da informação, cada resultado eleitoral foi averiguado não só à luz da ata geral de sua apuração, mas também se chegando à ata de diplomação dos eleitos, a princípio consolidadora dos efeitos decorrentes da primeira, e ainda se indo além para verificar alguma situação judicialmente pendente cujo deslinde seria apto a ensejar ata complementar ou retificadora do resultado que se tinha como definitivo.
            Descortinando o caminho palmilhado na construção da "Paulística Eleitoral", sempre sob o pálio dessa preocupação metodológica, veja-se o pleito eleitoral de 7 de outubro de 1962, para os cargos de deputados estadual e federal, senador e governador de Estado.
            A apuração dos resultados das eleições proporcionais (deputados estaduais e federais) foi de início formalizada na ata totalizadora de 9 de novembro de 1962.
            O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, ante a nulidade, por ele próprio decretada, de votos de candidatos considerados inelegíveis posteriormente ao pleito, refez os cálculos de distribuição das cadeiras, lavrando-se, por conseguinte, nova ata, em 11 de janeiro de 1963.
            Contudo, o provimento, pelo Tribunal Superior Eleitoral, de recurso interposto por partidos prejudicados, levou a Corte Regional a restabelecer o status quo anterior à retificação procedida em 11 de janeiro de 1963, confirmando-se, pois, os resultados e cálculos de quocientes proclamados em 9 de novembro de 1962. Para esclarecer tudo isso, nova ata foi, então, lavrada em 10 de maio de 1963.
            Não obstante, a consolidação total e definitiva dos resultados eleitorais de 7 de outubro de 1962 só se deu mais de um ano depois, na ata de 6 de dezembro de 1963, quando, uma vez abatido certo volume de votos destinados a candidato já tido como eleito a deputado federal pelo Partido Republicano, caiu ele para a primeira suplência, sem que, todavia, se alterasse o número de cadeiras, no caso duas, destinadas àquela agremiação. Claro que tudo isso ficou documentado em ata.
            Se a extensão da base documental da pesquisa se arvora como quase uma marca olímpica sempre passível de superação (a propósito, para esta primeira versão da "Paulística Eleitoral", foram lidas, de modo integral, 2.700 atas da Justiça Eleitoral, aproximadamente), a carência de fontes oficiais de consulta, para determinado período histórico, se coloca como preocupação aflitiva constante e inafastável. Foi o que ocorreu desde os albores da Justiça Eleitoral de São Paulo e até seu fechamento abrupto com a decretação do Estado Novo.
            Por aqueles anos (1933, 1934 e 1936), realizaram-se quatro pleitos proporcionais significativos, dos quais, no entanto, não restou sequer um documento original nos arquivos do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que os certificasse para municiar o banco de dados que ora se lança na Rede Mundial de Computadores. Toda a massa documental produzida pelos juízes eleitorais paulistas entre 1932 e 1937 é dada até hoje como perdida, a despeito dos esforços empregados há quase um decênio em rastrear seu paradeiro. A pequena estrutura burocrático-eleitoral montada para levar a bom termo os poucos pleitos realizados à época foi inclementemente desmantelada durante o longo inverno varguista de quase 9 anos e suas peças perderam-se na poeira do tempo.
            Salvaram-se, porém, resquícios informativos oficiais dos embates eleitorais de São Paulo dos anos 1930, a despeito de os livros-ata originais do indigitado interregno ainda estarem escondidos atrás de algum e incerto escaninho ou já terem fenecido pela inexorável ação do tempo: grande parte das cópias, em papel-seda, dos atos neles lavrados foi descoberta pelo desembargador Emeric Lévai (1927-2004), primoroso historiador sempre cioso das fontes primárias de consulta, como atestavam artigos semanalmente publicados na coluna que manteve por não curto tempo no jornal "O Dia", denominada "História e Direito" (a ele, aliás, se deve o resgate da ata seminal do então Tribunal Regional da Justiça Eleitoral, de 25 de maio de 1932). Por sua sugestão, membros do Centro de Memória Eleitoral conseguiram fazer emergir, em 2004, essa sobra de tesouro informacional e nela encontraram as atas de apuração dos pleitos federais e estaduais ocorridos em 1933 e 1934, mas nada sobre a eleição à Câmara paulistana, desdobrada em dois pleitos, em 1936 (em 15 de março e uma suplementar, em 9 de julho daquele ano).
            Não restou outra alternativa, para coligir o resultado dessa eleição à edilidade de São Paulo, que não fosse ler as edições, sem solução de continuidade, do Boletim Eleitoral no Diário Oficial do Estado de São Paulo entre março e setembro de 1936, onde se divulgavam as marchas parciais das apurações, bem como os principais jornais paulistas, no mesmo lapso temporal, aos quais se teve acesso ("O Estado de S. Paulo", o "Correio Paulistano" e o antigo "Diário de S. Paulo").
            Eis aí, exemplificativos, alguns momentos do sincero esforço aplicado no presente labor, sem que, com isso, se almeje isentá-lo de imperfeições que serão flagradas por argutos consulentes, firmando-se o compromisso de que o Centro de Memória Eleitoral, sempre que delas ciente, se mobilizará para superá-las.
            Por derradeiro, esclareça-se que, por se tratar de um programa que trabalha com dados de mais de 3.500 candidaturas, optou-se, para esta primeira versão, restringir o âmbito de pesquisa aos eleitos, prima facie, para os cargos proporcionais no exato número de cadeiras postas em disputa, não se levando em conta, ao menos nessa primeira edição, os primeiros suplentes de cada partido/coligação, dados que poderão aflorescer em futuras versões.



Observação sobre a Grafia dos Nomes Próprios


            Tentando-se padronizar, no maior grau possível, a grafia dos antropônimos para não só facilitar as pesquisas pelo público consulente como também compatibilizá-la a outras balizas de normalização ortográfica costumeiramente aceitas no meio acadêmico, optou-se pelo emprego de alguns princípios esculpidos no consagradíssimo "Dicionário histórico-biográfico brasileiro pós-30" - DHBB (coord.: Alzira Alves de Abreu (et al), ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, CPDOC, 2001, pp. XII e XIV), que passam a ser explicitados, com pequenas adaptações:
            1 - Substituição de CH com som de K por C ou QU em prenomes, simples ou compostos, de origem portuguesa ou que tenham sido aportuguesados.
            Exs.:
Achiles - AquilesJoão Belchior - João Belquior
Archimedes - ArquimedesLuiz Paschoal - Luiz Pascoal

            2 - Eliminação do H que segue consoante, no começo ou no meio de prenomes, simples ou compostos, de origem portuguesa ou que tenham sido aportuguesados, exceto nos dígrafos LH, NH e CH, sendo que PH é substituído por F.
            Exs.:
Adhemar - AdemarAthaíde - Ataíde
Adolpho - AdolfoCatharina - Catarina
Alpheu - AlfeuChristiano - Cristiano
Aphonso - AfonsoSeraphico - Seráfico
Arthur - ArturThereza - Tereza

            Obs.: Resolveu-se manter o H que segue T no final de prenomes por ser de reconhecimento notório (a regra do DHBB mandaria, porém, trocar TH por TE: Ruth - Rute; Elizabeth - Elizabete; Edith - Edite)

            3 - Eliminação de letras duplas (exceto os RR ou SS) em prenomes e sobrenomes de origem portuguesa ou aportuguesados:
            Exs.:
Anna - AnaMello - Melo
Affonso - AfonsoMotta - Mota
Britto - BritoMurillo - Murilo
Camillo - CamiloNetto - Neto
Donizette - DonizeteSalles - Sales
Mattos - MatosTelles - Tees

            4 - Eliminação do P, C e G mudos que antecedem consoantes em prenomes e sobrenomes de origem portuguesa ou que tenham sido aportuguesados.
            Exs.:
Assumpção - AssunçãoIgnacio - Inácio
Baptista - BatistaOctacilio - Otacilio
Benedicto - BeneditoOctavio - Otávio
Bevilácqua - BeviláquaVictor - Vitor
Emigdio - Emidio

            5 - Manutenção integral da grafia dos prenomes estrangeiros já notória.
            Exs.:
AnthonyMenotti
AthiéMohamed
CorynthoPetterson
HannaWashington
JetheroWellington

            6 - Manutenção integral da grafia original dos prenomes e sobrenomes de origem estrangeira.
            Exs.:
BohomoletzFittipaldi
FarhatSmith

            7 - Transformação dos ditongos EA e AE respectivamente em EIA e AI:
            Exs.:
Corrêa - CorreiaMoraes - Morais
Carvalhaes - CarvalhaisNovaes - Novais
Gouvêa - Gouveia

            Nota Final: A compilação dos nomes próprios constantes da "Paulística Eleitoral" já leva em consideração os ditames da reforma ortográfica baixada pelo Decreto Federal nº 6.586, de 29 de setembro de 2008, que voltou a introduzir no alfabeto da língua portuguesa as letras K, W e Y.

pelo Nome do Candidato

Parte do Nome
Digite o nome do candidato, ou parte do nome, e clique em "Consultar".
É preciso digitar no mínimo três letras.

pelo Ano do Pleito

Ano
Digite o ano do pleito, com quatro dígitos; clique em "Consultar".

pela Sigla do Partido

Sigla do Partido
IntervaloAno Inicial
Ano Final
Digite a sigla do partido, ou de um dos partidos da coligação; digite o intervalo de tempo com ano inicial e final; e clique em "Consultar".

pelo Cargo Pleiteado

Cargo
IntervaloAno Inicial
Ano Final
Selecione na lista o cargo pleiteado; digite o intervalo de tempo com ano inicial e final; e clique em "Consultar".

por Intervalo de Tempo (Anos)

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