Dia
23 de outubro, os eleitores de todo o país deverão comparecer às urnas,
das 8 às 17 horas, para opinar sobre a proibição do comércio de armas
de fogo e munição no Brasil. Os eleitores responderão SIM ou NÃO à pergunta:
o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil? Vencerá
a opção que obtiver a maioria simples dos votos. Também haverá a possibilidade
do voto branco ou nulo. O Referendo, cujo voto é obrigatório, foi previsto
pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003).
De acordo com o artigo 35, parágrafo 1º dessa lei: "É proibida a comercialização
de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para
as entidades previstas no art. 6º desta Lei. § 1º - Este dispositivo,
para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular,
a ser realizado em outubro de 2005." Por meio do Decreto Legislativo
nº 780, de 7 de julho de 2005, o Congresso Nacional autorizou a realização
do Referendo. Por que Referendo? Plebiscito e referendo são consultas
formuladas ao povo para que se delibere sobre assuntos de acentuada
relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
O plebiscito é convocado antes da criação da norma (ato legislativo
ou administrativo), e é o povo, por meio do voto, que vai aprovar ou
não a questão que lhe for submetida. Um exemplo foi o plebiscito realizado
em 1993, quando a população foi consultada sobre a forma de governo
que deveria ser adotada no Brasil: presidencialismo, parlamentarismo
ou monarquia, vencendo o presidencialismo então em vigor. O referendo,
por sua vez, é convocado após a edição da norma, devendo o povo ratificá-la
ou não. É o caso da votação de 23 de outubro, quando a população deverá
se pronunciar sobre o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento, que proíbe
o comércio de armas e munição no país. Já houve um referendo, em de
6 de janeiro de 1963, a respeito da permanência do sistema parlamentarista,
instaurado no país em setembro de 1961 após a renúncia de Jânio Quadros,
ocorrida em 25 de agosto daquele ano. Na ocasião, o parlamentarismo
foi rejeitado e o sistema presidencialista voltou a vigorar.
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